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Dia do Soldado


Luiz Alves de Lima e Silva,

o Patrono do Exército Brasileiro

Carta de Julia Lopes de Almeida, a um soldado brasileiro: "Até há dias, tu eras um brasileiro apenas. Hoje és um “soldado brasileiro”. Perante Deus, que lê na minha alma e conhece as minhas ações, posso erguer minha humilde cabeça, convicta de que cumpri o meu dever de brasileira, criando-te em condições de fazer de ti um patriota. Esse amor que deves à tua Pátria, meu filho, deve ser, tem de ser semelhante, na capacidade de sacrifício e abnegação, ao amor que tenho por ti. O amor patriótico só é comparável ao amor maternal. Cada fraca mulher está pronta a dar a vida por seu filho; cada homem deve estar sempre preparado para dar a vida pela sua Pátria. A nenhum outro amor ele pode comparar-se porque todos os amores estão  na dependência da inconstância, do capricho, do prazer, do ciúme. Porém, o amor da Pátria não conhece restrições, não admite fadiga e se sobrepõe a todas as considerações do egoísmo e dos baixos instintos humanos. Ama tua Pátria sobre todas as coisas, pois que nada serias mais do que um pária, se a Pátria não fizesse de ti um cidadão, se ela não te houvesse concedido, na comunidade humana, o nobre direito de ser alguém sobre a terra e se não tivesse te dado a família imensa e poderosa  dos teus concidadãos. Para ser um digno soldado, não basta, porém, que a tua coragem e a tua dedicação estejam incondicionalmente ao serviço do nosso querido Brasil, que foi o nosso berço e que, espero de Deus, abrigará os nossos restos mortais, para serem dissolvidos e integrados na beleza da terra brasileira. Não, meu filho; não basta coragem, não basta o amor. É preciso, também, que, sendo tu um soldado, tenhas o culto apaixonado da honra, a consciência imaculada e que professes a religião varonil do cavalheirismo. Não abuse da tua força contra os fracos. Não desampares nunca a inocência. Assim serás o digno soldado de uma pátria magnânima, que nunca fez guerra senão para desafrontar sua dignidade. Durante vinte anos, tu te curvaste reverente diante de mim, beijando a mão que te acariciou e te guiou. Hoje sou eu que me inclino, respeitosamente diante de ti, porque tu és um SOLDADO BRASILEIRO, porque tu representas uma partícula da Pátria, da sua coragem, da sua honra e da sua força.

 

CANÇÃO DO SOLDADO
(Capitão Cassula)
Letra: F. Saluviti
Música: Ismael Euclides C. Maranhão

Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores da nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
No peito em que ela impera,
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Estribilho:
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor;
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos com valor.
Como é sublime saber amar!
Com a alma adorar
A terra onde se nasce.
Amor febril
Pelo Brasil,
No coração não há quem passe!
   
Quem sente no peito invicto
Ardor intenso,
Amor imenso,
Veste a farda e convicto,
Vai rumo à glória,
Rumo à vitória.
Dotado é de alma forte
Quem orgulhoso,
Vai desejoso
Afrontar a própria morte:
Vai rumo a glória,
Rumo à vitória!
Estribilho:
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor;
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos com valor.
Como é sublime saber amar!
Com a alma adorar
A terra onde se nasce.
Amor febril
Pelo Brasil,
No coração não há quem passe!
   
E quando a Nação querida,
Ante o inimigo,
Correr perigo,
Daremos por ela a vida:
Por sua glória,
Sua vitória.
Co’os bravos que irão à frente,
Nós marcharemos,
Nós lutaremos,
Dizendo com fé ardente:
Por sua glória,
Sua vitória!
Estribilho:
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor;
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos com valor.
Como é sublime saber amar!
Com a alma adorar
A terra onde se nasce.
Amor febril
Pelo Brasil,
No coração não há quem passe!
   
Quando morre um camarada
Na luta ingente,
Valentemente,
Trilha pela grande estrada
Que atinge a glória,
Segue a vitória.
Sua alma toda de arminho
Palpita inteira
Junto à bandeira
E nos segreda baixinho:
“Atinge a glória,
Segue a vitória!”
Estribilho:
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor;
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada,
Lutaremos com valor.
Como é sublime saber amar!
Com a alma adorar
A terra onde se nasce.
Amor febril
Pelo Brasil,
No coração não há quem passe!

Assim escreveu Rubens Ricupero: Houve tempo em que todo brasileiro sabia de cor a "Canção do Soldado". A mais popular de nossas músicas militares, a ela se podia aplicar a estrofe inicial: "Nós somos da Pátria amada / fiéis soldados por ela amados". Além da melodia, mais jubilosa que bélica, acho que se deve a dois fatores. O primeiro é a letra. Assim como nos hinos oficiais ou nos sambas-enredos, ela está encharcada do gongorismo popular, o equivalente, na poesia, ao estilo primitivo ou ingênuo na pintura e escultura. Veja-se esta escolha kitsch de palavras: "Nas cores da nossa farda / Rebrilha a glória / Fulge a vitória". O outro aspecto é o da ideologia popular de rejeição da guerra, da cultura brasileira da paz. Quem imaginaria o exército prussiano, os truculentos fuzileiros ianques, até os chilenos de passo de ganso, cujo lema é "Por la razón o por la fuerza", marchando ao som de um hino ao pacifismo. "A paz, queremos com fervor/A guerra, só nos causa dor"?

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