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Dia de Reis

O Dia de Reis, 6 de janeiro, lembra a visita dos três reis magos (Gaspar, Melchior e Baltasar) ao menino Jesus recém-nascido em Belém, quando o presenteiam com ouro, incenso e mirra, substâncias que representam sua realeza, sua divindade e sua humanidade (assunto detalhado logo abaixo).

 

Em relação à data do nascimento de Jesus, existem algumas dúvidas. A estrela que guiou os Três reis Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações. Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa. No entanto nessa altura não há registo que algum cometa tivesse sido visto. Outros dizem que no ano 6 ou 7 a. C. houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível, para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus. Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro (no hemisfério Norte). O cálculo mais engenhoso, baseava-se na idéia de que, uma vez que se parte do princípio de que Cristo terá morrido a 25 de Março, deve também ter sido concebido a 25 de Março, porque o seu tempo na Terra tinha de ser um número perfeito de anos. Nove meses depois de 25 de Março, temos 25 de Dezembro, e, desta forma, pode justificar-se a data escolhida oficialmente.

 

No início, os Reis Magos eram representados quase sempre por dois, quatro ou seis personagens e unicamente como magos. O número três só ficou estabelecido a partir do séc. IV. Os nomes pelos quais hoje são conhecidos surgiram apenas um século depois e até o século VI não se encontram registos do título de reis. No séc. XVI foi introduzido o traço racial, aparecendo pela primeira vez um Baltazar preto. Os três reis foram identificados como Sem, Cam e Jafé, os três filhos de Noé, que segundo o Antigo Testamento, representavam as três raças que povoavam o mundo. Desta forma, Melchior, o ancião de cabelos brancos, simboliza os herdeiros de Jafé, os europeus que oferecem ao Menino Jesus um presente de ouro que testemunha sua realeza. O louro e jovem Gaspar representa os semitas da Ásia, cujo bem mais apreciado é o incenso, símbolo da sua divindade, e Baltazar, negro e com barba, identifica-se com os filhos de Cam, os africanos, que entregam a mirra, em alusão à paixão e ressurreição.

 

Dia de Reis - Epifania de Jesus Cristo - representa também o Natal dos Gentios (não-judeus), comemorado pela Igreja Ortodoxa (Constantinopla e circunvizinhanças).

 

Coincidentemente, no Brasil, com a comemoração religiosa, ocorre um festejo popular denominado Folia de Reis - grupos de pessoas que se deslocam acompanhando-se de cantos e instrumentos, que, por devoção, por gosto ou função social peregrinam de casa em casa do dia de Natal até 6 de Janeiro. Em cantoria, fazem uso de temas religiosos, da Profecia ao Nascimento de Jesus Menino, à Visita dos Reis Magos.

Cumprem sempre, aproximadamente, os mesmos rituais de chegada e despedida, visitando os amigos e os devotos, atendendo pedidos, tirando promessas (ajudando os devotos a cumprir suas promessas). Bastiões, marungos, palhaços, são personagens sempre presentes nestes folguedos, com máscaras confeccionadas nos mais diversos materiais (peles de animais, tecidos, napa, tela de arame, cabaças, papelão, colagem de papel); com trajes vistosos, divertem a todos com seus saltos acrobáticos, dançando, declamando romances tradicionais, jogando versos decorados. Quando em visita a uma casa, uma folia é motivo de festa para toda a rua. Esse folguedo é mais expressivo e difuso em São Paulo, não se sabendo ao certo quantas folias existem no Estado ou no país.

A presença das Folias de Reis ao Norte e Noroeste paulista é tão expressiva que muitos dos municípios da região realizam grandes Encontros de Folias de Reis que chegam a mobilizar acima de 50 grupos em cada um, afluxo de devotos e fartura de comezainas. No calendário dos eventos buscam os organizadores nos muitos municípios não coincidir datas, o que em muitos momentos torna-se inevitável, estendendo-se os mesmos até o mês de Maio, com interrupções pelo período quaresmal, e até mesmo pelo 2º semestre (isso é típico do estilo festeiro do povo brasileiro).

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