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A Quaresma

A quaresma (em 2009 iniciada a 25 de fevereiro) é um período do calendário da igreja cristã que lembra especialmente o sofrimento de Cristo por nós. É uma preparação para a Páscoa, a data central do calendário cristão; abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo; o tempo mais rico de ensinamentos;  o tempo ideal para multiplicar as boas obras. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).

Por sua ênfase na pessoa e obra de Jesus, a quaresma também é tempo de arrependimento, de exame de nossa própria vida à luz da vida de Cristo, de oração e de reflexão.

No primeiro século, a quaresma era um período de 40 horas, observadas durante as 40 horas em que o corpo de Cristo estava na sepultura, e que terminava com um culto pascal às 3 horas do domingo.

No 3º século, o período passou a ter 6 dias de acréscimo às 40 horas, sendo conhecido como Semana Santa, de absoluta abstinência.

No 4º século, a Semana Santa foi antecipada à Páscoa, durante a qual celebravam-se cultos nos lugares significativos da paixão de Cristo, sendo assim designada:

Domingo – entrada em Jerusalém.

Segunda – purificação do templo.

Terça – discurso no Monte das Oliveiras.

Quarta – Judas prepara a traição.

Quinta – Ceia Pascal.

Sexta – Calvário.

Sábado – sepultura fechada.

No 5º século, os 6 dias evoluíram para 36 dias (o dízimo do ano).

Em 731, no tempo de Carlos Magno, 4 dias foram acrescentados (da Quarta-feira de Cinzas ao domingo), completando os 40 dias, que lembram o tempo que durou: a tentação de Cristo no deserto; o jejum de Moisés no Monte Sinai; o jejum de Elias a caminho do monte Gade e o número de anos que Israel viveu no deserto.

Os domingos não são parte do período. Por isso, fala-se corretamente em domingo na quaresma e, não, da Quaresma.

Sendo um período de avaliação e correção da vida espiritual, a cor litúrgica, violeta ou roxa, sinaliza arrependimento e penitência. Entre católicos, no Brasil, são dias de jejum e abstinência, à carne, a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência. A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa.

Em 325, a igreja decidiu que a Páscoa seria celebrada no primeiro domingo após a lua cheia a partir 21 de março. Assim, a quaresma inicia 46 dias antes da Páscoa (40 dias, sem contar os domingos).

O primeiro dia da Quaresma era chamado de "Início da Quaresma" até que o papa Urbano II, em 1099, denominou-o de Quarta-feira de Cinzas". Era um dia especial de arrependimento simbolizado pela cinza. Os sacerdotes espalhavam cinzas (das palmas do Domingo de Ramos) sobre as cabeças dos fiéis e diziam: "Lembre-se de que você é pó e ao pó tornará." Posteriormente, algumas igrejas preferiram abandonar esse costume para enfatizar mais a genuína alegria que temos por causa do que Jesus fez por nós.

Por fim, o dia que conhecemos por carnaval (a terça-feira antes do período de abstinência de comida "gorda", isto é, fartura), foi marcado na Europa como o dia de despedir-se dos alimentos gordos, sendo, até hoje, lembrado na Alemanha como "Fasch Nacht", quando se comem bolinhos fritos e, na Inglaterra, panquecas gordas. Talvez seja essa a razão por que, entre nós, chamamos o dia de “Terça-feira Gorda”.

Fontes: Luterana e Católica

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